Friday, February 17, 2017

Voltar ao primeiro amor


Fique calmo e escreva alguma coisa
Quando ela descobriu a escrita e se apaixonou, tudo mudou. Foi algo mágico, que mexeu com seus sentidos, sentimentos e ela queria passar todo o tempo possível com um caderno, lápis e caneta. E tudo foi evoluindo rápido. Enquanto descobria como aquela nova paixão era revigorante, como a escrita a entendia e a envolvia.
Nos momentos difíceis e obscuros as palavras estavam lá para fazer-lhe companhia. Quando ninguém parecia entender-lhe, os personagens vinham para preencher a necessidade de amigos. Cada história ajudava-lhe a se conhecer e entender um pouco mais. 
Então o tempo passou e ele sempre passa e muda novamente as coisas. E como a rotina pareceu nublar tudo. Algumas pessoas se intrometeram e a afastou do seu grande amor. Algumas decepções que experimentou, no meio do caminho, fez com que achasse que tudo estava errado, ela e seu amor. 
Caiu na modorrenta rotina do status de escritora como aquelas mulheres que se contentam com apenas ter uma certidão de casamento e se dizerem esposas; não se esforçam para manter vivo o romance, a paixão do primeiro amor. Qualquer coisa basta para dizer que estão fazendo algo.
O desânimo, a tristeza, a depressão a engolfa e ela sente que já não há nada que possa fazer para tornar essas histórias boas, apaixonantes.Porém, ainda há uma vontade, uma necessidade de começar de novo, de produzir algo, de fazer seu melhor por esse casamento, por essa união que já foi tão linda. Ela sabe que a água morna não serve para nada, que não pode se deixar abater nem desmoronar. Precisa lembrar porquê escolheu essa profissão, porque se apaixonou e voltar ao primeiro amor.

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