Saturday, August 22, 2015

Ler é divertido! Leia Mais! #Indicação: Pai Herói


pai-heroi-max-lucado.jpg

Olá, pessoal! Hoje eu não falar nada sobre as (des)venturas de ser escritor. Vou indicar um livro que amei muito!

Eu peguei "Pai Herói", porque tinha amado o livro "Você vai sair dessa", também de Max Lucado. E porque a capa era linda e eu gosto de livros sobre familia, maternidade, paternidade e relacionamento. 
Mas quando estava na fila do caixa eu disse a minha irmã que estava caro. Ela perguntou para que eu queria aquele livro se eu não era, nem seria pai. Eu disse: 
-- Mas meus personagens são. Ou vão ser. 
(Sim, eu compro livro para aprender coisas para meus personagens. Eu tenho vergonha de perguntar às pessoas coisas que gostaria de saber.) 
Paguei e trouxe para casa. Eu li e amei! Pagaria cem se precisasse #tábomexagerei. 
É um livro muito bom, linguagem fácil e fluida. Você termina que nem percebe. Há mensagens profundas, emocionantes, divertidas, cálidas, harmoniosas. 
Eu indico para quem ainda não é pai, quem já é, mas não sabe direito o que está fazendo. Para quem é um bom pai, mas procura sempre melhorar. Para as mulheres solteiras/namorando/noivas que querem um bom pai para seus filhos. Dê esse livro para seu namorado/noivo e saiba reconhecer se seu pretendente tem essas características. Para as que já escolheram errado, mas ainda têm esperança ou são pai e mãe e definitivamente desistiram. 
Eu indico a todos que gostam de uma leitura edificante e abençoada. 
Max Lucado é pastor, palestrante e escritor. Pai de três filhas.

Soraya Freire é escritora, gestora ambiental e estudante de Letras. Ela ama quando um livro a surpreende e faz cada centavo valer a pena.

Saturday, August 15, 2015

Vida de escritor(a): E a aposentadoria? #Sério?

J.K. Rowling(se você não conhece, é a mente brilhante por trás de Harry Potter. Não conhece Harry Potter? Não fale comigo!) Brincadeira. Voltando. J.K. Rowling nunca disse aos pais que queria ser escritora. Porque, segundo a própria, seus pais perguntariam: " E a aposentadoria?"
Estamos juntas nessa, tia Jo. E muitas outras pessoas que sonham em ser escritores(as) devem passar por isso. 
Claro, se sua família é de classe média ou baixa, eles querem que você mantenha os dois pés no chão e não saia por aí voando com seus sonhos. Nossos pais trabalharam(trabalham ou tentaram) por um plano de aposentadoria. E eles preocupam-se com nosso futuro.
Eu estava pesquisando editoras e me deparei com o blog de uma escritora. Ela contava que vira um anúncio de um concurso literário e só tinha um mês para escrever o livro. Então, ela deixou o emprego para fazer isso...
Aí eu na frente do computador.

O quê? Se eu fizesse isso, seria xingada, amaldiçoada, excomungada! Seria a guerra da Capital contra o Distrito 12. Eu sendo o Distrito 12. #exagero
Quem quer ser escritor(a) em tempo integral, sabe. Se disser isso, as pessoas olham para você de um jeito estranho. Louca! Tá usando alguma substância. Maluco! Vai morrer de fome.
Seus pais te perguntam como vai viver disso, no futuro. Nunca vai ter garantia de aposentadoria.
Tem uma família que te apoia totalmente em sua carreira literária?

Eu não defendo você parar tudo para escrever. Se pode, ótimo! Devemos estudar, sim, e ter um plano B. E trabalhar enquanto não acontece. Até porque muitas vezes temos que pagar para publicar. #triste
Mas não podemos nos acomodar. Nem desistir do sonho pela visão pessimista dos outros. Até porque do jeito que vai o Brasil, não sabemos até quando vai resistir a Previdência Social. Estão, cada vez mais, arrochando(desculpe a palavra) o trabalhador.
Podemos, sim, viver de vender livros no Brasil. Há muitos exemplos no mercado editorial. É só continuar tentando. Escrever nos minutinhos disponíveis entre as aulas, à noite, nos fins de semana. Até no trabalho, se for possível(escrevi esse texto no trabalho #quecoisafeia #tinhanadaprafazer) O que vale é não desistir. E, bom, se é muito importante, descobrir outras possibilidades de plano de aposentadoria.

Soraya Freire é escritora, gestora ambiental e estudante de Letras. Já pensou em desistir, várias vezes, mas sempre segue em frente, em busca do sonho.

Saturday, August 8, 2015

A saga das editoras brasileiras: A Contradição




Eu escrevi um livro, no fim do ano passado, e estava preocupada com os nomes das personagens principais, Carly e Lucy. Finalmente estava vencendo o bloqueio de escrever uma história na minha cidade, no interior da Bahia, mas os nomes das meninas tinham vindo esses e eu estava preocupada. Será que as editoras achariam muito “internacional”? Também assisti a um vídeo do Cabine Literária, com dicas para novos escritores. Uma delas dizia que como escritores brasileiros, escrevendo para um público brasileiro, deveríamos ambientar a história em uma cidade brasileira, com pessoas com nomes em português.
Ok. Eu provavelmente já naveguei em quase todos os sites de editoras brasileiras(#muitotrabalho #difícil #desespero). Algumas delas, que dizem dar espaço a novos autores, dão essa mesma dica. Porém,(e agora vou chegar à contradição), se observarmos bem, elas não publicam histórias assim.
Se observarmos os nomes que têm emergido no mercado editorial, como Carolina Munhoz, Lu Piras, Samanta Holtz, Carol Sabar... os romances delas não chegam perto da realidade brasileira que as editoras pedem(ou dizem pedir).
Bom, eu só li um livro da Carol Munhoz(que se firmou na fantasia pós-HP/Crepúsculo) e um da Samanta Holtz(recheado de referências a Sparks e Green); os outros folheei e li a sinopse(estão na lista de leituras futuras). Não estou aqui falando da qualidade do texto das autoras, mas sim da postura das editoras. Por favor.
O fato é que os nomes, as temáticas, os lugares giram em torno de best-sellers internacionais, no encalço de Harry Potter, Nicholas Sparks, John Green(e nem vou comentar a enxurrada de publicações eróticas depois do sucesso da sra. James).
O que eu quero dizer com isso tudo? Meu livro é totalmente brasileiro? Não tem influência da literatura inglesa? Não, definitivamente não. Sou Potterhead assumida e, sim, meus livros têm influência de J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Nicholas Sparks. Mas eu não nego isso.
Quando eu publiquei meu primeiro livro, fui a uma escola da minha cidade, para apresentá-lo. Eu sou muito tímida, entrei quietinha e acho que não ouviram meu bom dia. Uma das alunas perguntou à professora se eu era brasileira. Ou seja, estamos tão acostumados com autores internacionais, que é meio surreal imaginar pessoas brasileiras publicando um livro. 
As editoras não são bobas. Elas sabem que para estar na vitrine ao lado de Emily Giffin, Nicholas Sparks e John Green(ao falar de romance), elas precisam de uma capa que pareça as edições americanas, os resumos devem trazer nomes que fiquem no meio-termo e têm que despertar o interesse de leitores/consumidores, que em sua grande maioria, preferem Literatura Estrangeira.
Para concluir, eu diria que isso é ruim? Não sei. O que eu sei que não devo ficar obcecada com construir uma história regionalista. Mas sabe o que seria bom? Uma postura unilateral das editoras. Ao invés de colocarem um texto bonitinho de apoio à Literatura Brasileira, deveriam assumir: “Escrevam uma história com vários elementos dos atuais best-sellers mascarados com algo brasileiro(ou nem se deem o trabalho; mande o personagem para o exterior) e, provavelmente, será escolhido para publicação.”
Um pouco de honestidade seria bom para variar.

Soraya Freire é gestora ambiental, estudante de Letras, escritora e não gosta de contradições.

Monday, March 30, 2015

Carta para mim mesma, no futuro


Olá, pessoal! Muito tempo que não publico aqui, Muita coisa para fazer. Faculdade, trabalho, estou escrevendo um livro e tentando publicar outro, É uma loucura!
Mas parei para compartilhar uma experiência. Bom, não sei se vocês lembram, mas em 2011, a Boticário fez esse comercial:

Então decidir escrever uma carta para mim mesma, no futuro. Quatro anos depois, para ser exata. Aqui está o scan da carta: (Clique em cima para ver maior)


Abri no dia 27, exatamente quatro anos depois e ri. A maioria das perguntas é fora de cogitação de se realizar em quatro anose algumas, devo confessar, fúteis. Mas foi legal a experiência. Agora pretendo escrever outra, para daqui a dez anos(2025),
Respondendo:

Querida Soraia de 2011, eu me tornei uma escritora publicada, mas não best-seller. Não fiquei famosa, nem conheci as pessoas das quais sou fã. Não ganhei prêmios. Não casei, nem tive filhos. Ainda gosto dos mesmos cantores, de outros novos. Mantenho a vida cristã, sempre tentando renovar minha fé. Não terminei de ler a Bíblia, mas estou tentando. Ainda não cheguei a meta de 1000 livros lidos, aliás estou meio desanimada para ler. Ainda gosto de novelas, mas assisto a poucas agora. Aprendi a perdoar e isso é muito bom! Ainda sou ansisosa e insegura em muitos aspectos, mas estou melhorando. Me acho mais bonita hoje, do que há quatro anos, mas não todos os dias. Não conheci Los Angeles, New York, Espanha,,, porém me apaixonei por Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. Ainda sou fã de iCarly. Não terminei “Deu a louca na Nickisney”, mas escrevi uma fanfic de Harry Potter, com mais de mil páginas, Ainda não aprendi a dirigir, nem fiz nenhum curso de idiomas. Não fiz participação como atriz nem tive minhas músicas gravadas. Sinto-me amada. Talvez não pelas pessoas, mas totalmente, por meu Pai Celeste e meu Irmão Salvador. Não dancei a valsa com Beauty and the Beast. Agradeço a todos, por cada pequena coisa em que me ajudam. Sinto pouca dor de cabeça. Errei muito, me arrependi, chorei rios, mas sorrio mais, com certeza. Não continuo ligada às mesmas pessoas, mas muitas são especiais até hoje. Sim, definitivamente, sou feliz.
Não realizei a maioria das coisas que preguntei e percebo que algumas não são mais tão importantes. Não importo mais com a quantidade de seguidores no Twitter, nem as curtidas da minha página no Facebook, mas sou grata por cada nova pessoa que me segue e curte, Sou mais grata pela vida, pelos sonhos, por tudo que Deus me deu. Estou aprendendo a ter paciência e acreditar que no tempo certo, todos os meus sonhos serão realizados. Estou estudando e trabalhando para isso. Aprendi a ser menos rígida comigo mesma e com as outras pessoas também. É difícil, mas isso torna a vida mais leve. Ás vezes, me desespero, mas volto rapidamente ao eixo, pois tenho esperança em dias melhores,
“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar danos, planos de dar-lhes esperança e um futuro”(Jeremias 29:11)



 

Páginas