Wednesday, November 21, 2012

A chuva

Eu adoro quando chove. Traz sempre uma paz ouvir a chuva batendo no chão e no telhado. Em um lugar que faz tanto calor quanto aqui a chuva é realmente uma graça. Para diminuir o desconforto do calor chato.
Estender a mão para fora de casa para aparar a chuva me lembra minha infância. O cheiro de terra molhada me leva de volta a domingos de sonhos. Brincadeiras de fazer bolo de lama. 
Um avião cruza o céu enquanto chove e eu penso em liberdade. Não para fazer o que quiser, mas para fazer o que se gosta. Liberdade para ouvir música alta sem incomodar os outros, escrever até a hora que quiser, quando quiser. Poder ler sem as pessoas ficarem reclamando. 
Gostaria de ter um sítio. Uma casinha no meio do nada, cercada de mato e o chão ser de terra (odeio cimento e asfalto!). Um lugar onde o cheiro de terra molhada for mais forte quando chover. Onde as flores dasabrochem depois da chuva e as folhas das árvores continuem pingando quando a chuva passar.
Por enquanto me contento com a chuva que cai sobre a pequena horta e as mangueiras dos vizinhos. Com o barulho dos pardais tentando se abrigar nas árvores. 
Por enquanto eu me contento com a chuva.

November 17, 2012

Tuesday, November 13, 2012

A sétima arte

 


No domingo eu assisti ao recital de ballet “A sétima arte”, do Ballet Luciana Galvão, no Centro de Cultura ACM, e fiquei maravilhada. Conhecia Luciana Galvão apenas de nome e imaginava que ela fosse uma senhora de sotaque francês, como no desenho Angellina Ballerina. Em 2009 quando a vi pela primeira vez, no Palácio das Artes, quando seu grupo fez uma apresentação no I Encontro dos Pais na Escola, do Colégio Antônio Pinheiro, vi que ela era jovem, bonita, e, o melhor de tudo, talentosa.
A ideia de um recital sobre cinema, para mim, já merece um Oscar. Consegui abarcar grandes filmes, em duas horas, com entradas e saídas rápidas do palco, sem fechar a cortina e quebrar o ritmo, então. Vou dar minha opinião como alguém apaixonada por cinema, apenas, e minhas impressões pessoais, o que senti e pensei enquanto assistia ao espetáculo.
A abertura com Cisne Negro foi o que se pode chamar de fabulástico(fabuloso e fantástico) e eu fiquei me perguntando porque não assisti a esse filme ainda. Lembrei-me de Barbie em O logo dos cisnes e Barbie em O quebra Nozes. Aliás durante o espetáculo me lembrei de vários filmes e várias pessoas. Shrek entrou em seguida e as flores do Pântano deu vontade de levar para casa de tão fofas. Como Luciana consegue sincronizar crianças tão pequenas que mal aprenderam a andar? Imagine dançar. Mas elas dançaram e arrasaram.
Tropa de Elite fez o hip-hop se encaixar em um recital de ballet, sem prejuízos. Os movimentos sincronizados perfeitamente misturando vários ritmos(como jazz, clássico, street dance, funk) me recordou High School Musical. O figurino merecia um Oscar a parte.
A Pantera Cor de Rosa foi simplismente fofa. A pequena bailarina que fazia a Pantera, Júlia Rosada(sobrenome apropriado) correndo pelo palco me fez achar que estava mesmo assistindo ao desenho. As bailarinas que faziam os diamantes eram exatamente isso –diamantes.
Sete dias com Marilyn homenageou a diva do cinema com maestria. Mas fiquei esperando a cena clássica do vento levantando o vestido dela. Em 101 Dálmatas, os filhotinhos representados pelas fofas bailarinas-bebês me fez ter vontade de levar todos para casa. A música da Selena Gomez com toda a atuação da Cruela(Carolina Caetité) faria Walt Disney apaludir de pé. Luzes da Cidade foi ao mesmo tempo engraçado e dançante. Parecia que estávamos assistindo ao filme e me lembrou Elis Regina, com sua famosa “O bêbado e o equilibrista”(amo essa música!).
A Noviça Rebelde fez jus à fama do filme e a música não sai da minha cabeça. Outra performance em que eu fiquei me perguntando porquê não assisti ao filme ainda. Crepúsculo foi meio decepcionante para mim. Sendo uma fã dos livros e de Stephenie Meyer, eu sei que os vampiros de Meyer(ela disso isso várias vezes) são diferentes. Eles não se transformam em morcegos, não dormem em caixões. A dança de Crepúsculo representou os vampiros de forma clássica; o livro de Stephenie não é clássico. Uma espécie de luta-dança entre pessoas vestidas normalmente ao som de Decode, do Paramore e Edward e Bella fechando com Bella’s Lullaby seria minha dica. Mas estou falando como fã da série e não sei como funciona montar uma coreografia.
Carmem Miranda foi um show a parte. Mas como sou fã da representante de Carmem, a diva Cristiane Caetité, sou suspeita para falar. Mas o rebolado característico da portuguesa que levou o nome do Brasil a Hollywood estava lá. Com direito a um sambinha. Fabulástico!
A apresentação de Rio foi tão maravilhoso quanto o filme e parabéns aos figurinistas(todas aquelas cores tornaram tudo mais perfeito!). Porém devo dizer que ficou confuso já que Blue pequeno foi representado por uma menina. Depois quando a namorada de Blue entrou ficou parecendo que a pequena tinha se tornado ela e não Blue. Mickey e Minnie teve uma pequena falha, quando uma das bailarinas pequenas se recusou a dançar e ficou parada no palco. Porém damos um desconto, pois trabalhar com crianças é sempre uma surpresa. Luciana e Juliele Santana(que faziam os Mickeys) conseguiram contornar a situação e fazer a apresentação ser fofa!
Dirty Dancing foi ótima, mas eu fiquei “como assim, já acabou?”. Adoro aquela música, o filme e a cena clássica do final. Queria a música toda! Mas valeu! Harry Potter. Sou apaixonada e devo dizer que foi muito bem representado, apesar de Dumbledore estar parecendo mais com Merlin. A pequena Sandra Santos, que fazia Edwiges ofuscou todo o resto. Como alguém pode ser tão fofa e talentosa sendo tão pequena, meu Deus!
Homem Aranha é um dos meus filmes preferidos e foi muito bem representado. Rápido e marcante. Aliás devo elogiar a percepção de ser rápido quando havia apenas um/a bailarino/a no palco antes que ficasse chato. Isso foi bem feito também em Flashdance. Poucas pessoas conseguem dominar um palco sozinhas(parabéns, Alane Leite!).
“A máscara do Zorro” me lembrou as tardes de domingo em que eu assistia Caterine Zeta-Jones e Antonio Bandera em suas atuações maravilhosas! A dança começou com a luta e terminou com um tango maravilhoso! Cantando na Chuva misturou o clássico com o moderno ao incorporar Umbrella, de Rihanna e encantou! Lembrei de Maeve, a personagem da série de livros “Garotas da Rua Beacon”, que é apaixonada por cinema – ela teria adorado tudo.
Os Embalos de Sábado à Noite foi um dos pontos alto da apresentação. Stayin’ Alive é uma das minhas músicas preferidas e a coreografia estava fabulástica! A entrada da moto no palco foi “da hora” para usar uma gíria dos anos 70, em Grease(outro filme que fiquei com vontade de assisti depois da apresentação). Titanic foi uma das que ficou com um gostinho de quero mais. Porém acertou em cheio pegar o ponto alto da música de Celine Dion e passar todo o sentimento que vemos entre Jack e Rose. Eterno!
Cleópatra foi uma apresentação grande, mas as entradas e saídas das dançarinas atrás da Cleópatra funcionou como um cenário móvel, furta-cor que lembrou todo o glamour de Hollywood e de Bollywood ao mesmo tempo! Parabéns mais uma vez aos figurinistas! Coração de Cavaleiro foi uma arte de hip-hop e street dance com rock. Os meninos conseguiram arrasar e transmitir toda a luta que o filme retrata.
Uma Linda Mulher foi maravilhoso e passou tão rápido. Lembrando de Julia Roberts senti falta de Um lugar chamado Notting Hill e a magnífica She. Footloose foi ótima e mesmo sem ter assistido ao filme eu adorei. Assisti a um vídeo mixado com as versões de 84 e 2011 e acho que não faltou nada na coreografia do recital!
Para quem assistiu “Quem quer ser um milionário” e ficou impressionada com o roteiro, a direção e tudo o mais do filme, eu achei que a escolha de fechar a apresentação com essa música foi uma cartada de mestre! A música empolgante com a coreografia do fim do filme arrasou e fechou com chave de ouro!
A dança de Eu Me Remexo Muito, com todos os bailarinos no palco, no final, para arrematar foi muito legal! Quem canta aquela música e se remexe no sofá quando assiste Madagascar? o/ Ao final, eu saí com vontade de rever os filmes a que já assisti e de assistir aos que ainda não. Foi um espetáculo maravilhoso! E parabenizo a Luciana Galvão e toda sua equipe pelo trabalho esplêndido e por trazer a Jequié sonho e cultura, que é algo que a cidade precisa e muito! Resumo o recital em quatro palavras: criativo, sincronizado, inspirador, FABULÁSTICO!
 

Sunday, November 11, 2012

Domingo


É manhã de domingo. A cidade dorme com a névoa sobre ela como um cobertor. O céu está cinza e eu me pergunto se vai chover de novo.
Eu lembro alguém dizendo que domingo é o dia dos namorados. 
Domingo é tão solitário e triste. É o começo de uma nova semana para sonhar e querer você ao meu lado.
Mas vou desistir como sempre.
Ouvindo "O amor também tem seu final", de Eliane Camargo, eu lembro de alguém do passado e de alguém do presente. O céu está mais cinza, quando olho pela janela. É domingo, o dia dos namorados. Acho que não.


It's sunday's morning. The city sleeps with the mist like a blanket over it. The sky's gray and I ask me if it will rain again.
I remmerber someone saying the sunday is girlfriends and boyfriends' day.
Sunday is so lonely and blue.
It's beginning of a new week for dream and want you by my side.
But I'll give up.
Listening "O amor também tem seu final"(Love too ends), Brazilian version of "Total Eclipse of  the Heart", I remmember past's someone and today's someone.
The sky is more gray when I look out of the window. It's sunday, sun's day. I guess no.


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